Olá

Senta aqui...vamos tomar um café... 

Vou te contar uma história...

Quero que pense em uma pessoa submissa, que só viveu para o marido, casa, cozinha,  filhos e nunca correu atrás dos seus sonhos...Pensaram? 
Minha mãe.

Agora pense em alguém que voou...
Essa sou eu.


Mas nem sempre foi assim...


Desde a infância acredito que vim ao mundo com e para um propósito. Algo além de simplesmente... existir...

Fiz planos e tive sonhos de ganhar muito dinheiro, mas sabia que teria que correr atrás. Não viria de forma fácil e de fato nunca veio.

Fui pulando de trabalho em trabalho até passar em um concurso, me estabilizar  e, literalmente, estacionar no serviço público. 

A princípio ganhava muito mal, mas com o tempo e, depois de muita perseverança, consegui um cargo que me proporcionou uma condição mais estável. 

Não obstante, a sede de fazer algo e crescer ainda me consumia. 

Me afundei no trabalho dando sempre o melhor de mim. Não conseguiria ser de outro jeito.

Aos 36 anos fui pra faculdade de Direito para me aperfeiçoar no que já fazia e aos 40 me formei. 

Maravilha!!!!

E a sede que não cessava?

Parecia que via a oportunidade frente aos meus olhos, mas por alguma razão não conseguia alcançá-la.

Paralelo à isso, me casei, tive dois filhos e, depois de 27 anos, me separei.

Bom, prestes à me aposentar, em meio à pandemia, quando tudo e todos estavam desanimados e tristes, falei:

Marilda! Você pode se sentar e lamentar ou renascer dessa cinza toda aí.

Foi o que fiz. 

Me lembrei de um livro do Sidney Sheldon no qual contava a saga de uma moça que foi presa injustamente após cair numa trama e, depois de se envolver numa briga na cadeia, foi para a solitária. Lá ela se reergueu. Começou a praticar exercícios, mesmo sozinha, no escuro, se alimentando praticamente de lavagem, sem banheiro... Passou dezenas de dias lá, mas quando saiu, ninguém a reconheceu. Apesar da precariedade de suas roupas e do mal cheiro que exalava, saiu de cabeça erguida. Com o olhar fixo num ponto que ninguém conseguia enxergar, mas ela sim.

Não importa o local ou a situação em que você se encontra, o que importa é como sairá de tudo isso.

Fragilizada ou fortalecida? 

Eu saí da pandemia fortalecida. E você?

Hoje estou bem, muito bem.

Moro onde sempre sonhei. Ganho mais do que sempre sonhei. 

Amo e sou amada.

Dou condição confortável à mim e aos meus. E não existe limites para aquilo que ainda sei que vou ter.

Como consegui?

Vem comigo!!!


 

 

 


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