O Primeiro passo...
Comecei a assistir a vídeos de auto ajuda e reprogramação mental.
Num desses episódios o professor dizia que, não bastava pensar positivo, não bastava querer, tínhamos que pensar como se já tivéssemos. Pois a emoção impregnada no pensamento é que faz o cérebro entender que aquilo é real.
Dizia que o Universo não entende de hora e tão pouco de tempo. Quando você pensa e se vê na situação que quer estar, o Universo entende como algo que já está acontecendo, então ele te dá.
E, com base nessas ideias e pensamentos, comecei a montar minha estratégia.
Nasci e moro em uma cidade muito quente e que, a cada ano, fica mais. E, por ironia do destino, não gosto do calor de forma alguma. Então sempre foi um sonho morar em um local mais fresco com o clima mais ameno.
Em uma de nossas férias, há muito tempo atrás, eu pesquisei e descobri uma cidadezinha não muito longe, cerca de umas 6 ou 7 horas da minha cidade, onde o clima era simplesmente maravilhoso. Fomos de férias com as crianças que, assim como eu, amaram o lugar.
A partir daquele momento criou-se em mim uma vontade enorme de me mudar para aquele vilarejo.
Confesso que o sonho ficou adormecido um bom tempo no meu coração, sob as cinzas.
Depois de nossa primeira experiência, estivemos lá outras vezes, os meninos já com as namoradas e sempre, o desejo de morar naquele paraíso fresco.
No ano de 2020 fiquei sabendo que minha aposentadoria se daria em 2022, então pensei:
Vou me mudar para lá.
Comecei minha programação mental para isso.
Mentalizava a casa em que eu gostaria de morar, os cômodos e até mesmo a visão da janela do quarto.
Sapeando pelas imobiliárias do vilarejo, depois de alguns dias, eu a encontrei !!!!!!
Era ela, a casa dos meus sonhos.
Eu a queria e ela queria a mim. Eu sabia.
Imediatamente imprimi fotos, colei no meu espelho, local impossível de não olhar.
Dentre as dezenas de fotos escolhi as que melhor traduziam o meu sonho...A sala toda de madeira com uma escada, o lado externo com muito verde, a varanda onde iria tomar meu café todas as manhãs e, claro, óbvio, a visão da janela do meu quarto: inúmeras montanhas a perder de vista.
E dizia: Tuuuuuuuuuuudooo isso será meu.
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